A afinação deste instrumento, de 10 cordas (5 duplas) e 12 cravelhas, é, da mais grave para a mais aguda, sol SOL – dó DÓ – sol sol – si si – ré ré. Nas cordas centrais (sol – sol) são utilizadas cordas de latão, chamadas toeiras, que dão uma sonoridade muito específica a este instrumento.
O braço deste instrumento possui apenas dez trastos ou pontos e os dois meios trastos suplementares (12º e 14º) situam-se já sobre o tampo.
Tem havido um aumento do número de adeptos deste instrumento dos quais me aprás citar o nome do Pedro Mestre e também do João Telha dos Moderniça.
Uma obra incontornável para quem quizer saber mais sobre este instrumento é o livro de José Alberto Sardinha, Viola Campaniça – O outro Alentejo, editado em 1986 e reeditado em 2001.

Não posso esquecer neste breve apontamento o Mestre Manuel Bento, ainda no activo, com quem estive no ano passado no Tocar de Ouvido em Évora e a quem presto aqui a minha homenagem.

A partir de amanhã irei mostrar neste blog a construção de uma Viola Campaniça
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