TRADICIONALIS

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31 agosto 2005

OS PAIS FUNDADORES DA ETNOGRAFIA PORTUGUESA E A MÚSICA

OS PAIS FUNDADORES DA ETNOGRAFIA PORTUGUESA E A MÚSICA

A abordagem da música por parte dos pais fundadores da Etnografia Portuguesa esteve e está presente nas suas obras mas, quase sempre, de uma forma dissimulada. A referência às cantigas é uma constante mas, no entanto, a recolha que foi feita incide sobre as poesias que fazem parte de trechos musicais e não sobre a música propriamente dita. A recolha musical ficou para os músicos e estudiosos o que só viria a acontecer a partir da segunda década do século XX com Francisco de Lacerda, Francisco Serrano, João e António Arroyo (1913) , Kurt Schlinder (1929), Rodney Gallop (1930), Armando Leça (1939), Artur Santos, Virgílio Pereira, Jorge Dias, Lopes Graça, Michel Giacometti, José Alberto Sardinha.

Nota: A palavra Cancioneiro, como vem expresso no dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (pp.769) , pode significar: Colecção de Canções ou Colecção de poemas de Apelo popular. Com excepção dos dados recolhidos no Cancioneiro Popular Português de J. Leite de Vasconcelos todas as cantigas citadas neste trabalho são referenciadas pelos autores, na sua forma de execução, como tendo sido cantadas.


Teófilo Braga (1843 – 1924)

Não tendo tido a posibilidade de consultar a obra deste autor resta-nos apenas mencionar o seu Cancioneiro e Romanceiro Geral Português publicado em cinco volumes e os Cantos Populares do Arquipélago dos Açores.
Teófilo Braga também se debruçou sobre o Fado. “Tem-se dito muitas vezes que a origem dos nossos Fados é Árabe. Teofilo Braga inclina-se a esta opinião quando diz que os cantos conhecidos pelo nome de Huda, pelo Acipreste de Hita, são ainda os nossos fados” (Pimentel, 1904:19)


Adolfo Coelho (1847 – 1919)

À semelhança dos outros pioneiros da etnografia portuguesa também as cantigas são citadas na sua obra. Podemos começar com a sua referência às canções do berço (Coelho s/d vol I:178 e 344) (Coelho s/d vol II:73) usadas para embalar as crianças e às cantigas dos jogos (Coelho s/d vol II:98). Uma novidade em relação aos outros pioneiros, seus contemporâneos, está na apresentação de uma pequena partitura de 5 compassos de uma cantiga para os pequenitos (Coelho s/d vol I:179) e de uma outra de 12 compassos que se refere aos jogos numerativos (ibid., p.183). Um aspecto curioso que mostra o aproveitamento que a própria Igreja Católica tem feito musicalmente da cultura de raiz popular está numa quadra que nos é apresentada por Adolfo Coelho para fazer cavalgar a criancinha: “Arre burriquito / Vamos a Belém / A ver o chiquito / Q’a senhora tem” (ibid., p.179) que toda agente, hoje em dia conhece como uma canção natalícia, Arre burriquito / Vamos a Belém / Ver o Deus Menino / Q’a senhora tem. Outro caso curioso são umas quadras que aparecem referidas como jogos de rapazes “Ó senhor barqueiro deixe-me passar” (ibid., p. 187) quando nós a conhecemos como uma cantiga de meninas *

Os cantos de Natal (ibid., p. 294 a 297) e a sua comparação com cantos religiosos de França e de Itália (ibid., p. 326) também são referidos. Os cantos populares às Sereias (ibid., p. 341 e 342) podem ser comparados com cantos similares da Galiza, da Andaluzia (ibid., p. 472), da Catalunha (ibid., p. 474) e da Itália (ibid., p. 476). Ainda podemos ler alguns poemas de uma cantiga Brasileira (ibid., p. 651), Espanhola (ibid., p. 657) e do Vaticano (ibid., p. 472).

No Capítulo dedicado às Tecnologias Tradicionais a música também vigora (ibid., p. 559) “Estabelecemos a seguinte classificação em que temos em vista não só a vida do povo entre nações cultas, mas ainda nos grupos chamados incultos ou Selvagens: Formas de vida étnica: I. Formas de vida prática. (.....) II. Formas de vida artística (estética)- 1.Dança.; 2. Música.; ....” (ibid., p. 561 e 562).

Adolfo Coelho faz uma crítica à forma de apresentação das cantigas populares por parte de J. Leite de Vasconcelos (ibid., p. 666). Também no que concerne à Exposição Entográfica Portuguesa a crítica é feroz “As belas-artes populares, propriamente ditas, salvo a poesia, não foram ainda estudadas a sério. A música tem sido objecto de várias publicações destinadas, ao que parece, a darem dela ideia falsíssima. Não é nessas publicações anticientíficas, em que o genuinamente popular, transcrito sob o império de preocupações pedantes, se envolve com composições de origem não popular evidente, não é nas rapsódias dos compositores que iremos estudar a música do nosso povo, que espera ainda quem saiba fixá-la em notas verídicas e perscutá-la na sua história e correlações étnicas. ” (ibid., p. 704) (convém salientar que este texto foi originalmente publicado em 1896). A música também aparece como parte do estudo completo do povo português (ibid., p. 707).
Na metodologia proposta para a exposição acima referida a música aparece referenciada. Nas profissões com o cantor ambulante e o músico ambulante, (ibid., p. 717 a 718). Nos Jogos e belas arte populares constam “Os instrumentos músicos e especialmente: gaita de fole, tambores, tamboris, bombos, atabales, pandeiros (soalhas), adufes, ferrinhos, castanholas, sistros, marimbas, salteiros, berimbaus, sanfonas, guitarras, guitarréus, violas, banduras, alaúdes, machetes, cavaquinhos, rebecas, pifaus, flautas, gaitinhas, baixões, doçaimas.” (ibid., p. 733)
Finalmente a Música faz, para Adolfo Coelho, parte da lista de estudos necessários para a Etnologia no que se refere à arte popular. (ibid., p. 679)
* cf . Vasconcelos, 1975:109


Consiglieri Pedroso (1851 – 1910)

Nas suas Contribuições para uma Mitologia Popular Portuguesa as alusões à música são praticamente inexistentes. Apenas no capítulo dedicado ao estudo das Almas do outro Mundo são referidas duas cantigas (pp.276 e 291). No mesmo livro, nas “Contribuições para um Romanceiro e Cancioneiro Popular Português” a referência às cantigas a São João dão um contributo de 62 quadras (pag.362-368) talvez pelo facto de que, segundo ele, “ De todos os cantos do povo português, que podem coligir-se para um cancioneiro popular, não há nenhuns tão importantes como os de São João” (Pedroso, s/d: 362)


Leite de Vasconcelos (1858 – 1941)

No livro Tradições Populares Portuguesas, publicado quando o autor tinha apenas 24 anos, podemos verificar a alusão às cantigas populares que se referem ao Sol e a Lua (Vasncocelos, 1882:61), as cantigas às sereias (ibid., p. 118-119), cantigas às águas (ibid., p.120), cantigas que aludem aos vegetais (ibid., p.142-144-146-149-151-153-159-160) e aos animais (ibid., p.169-173-174-183-216). O quotidiano da vida do homem e da mulher também são retractados nas cantigas: Os amores (ibid., p.247-248), as cantigas de berço (ibid., p. 239 e 240), o casamento (ibid., p.257), a vida doméstica (ibid., p. 263 e 267) e misteres diversos (ibid., p. 278). Os seres sobrenaturais não escapam às cantigas: as fadas (ibid., p.311), os medos das crianças (ibid., p.321), o trango mango (ibid., p.322-323) e o diabo (ibid., p.337) Neste livro Leite de Vasconcelos refere-se na página 151 ao livro de Adelino das Neves, Músicas e Canções Populares publicado em Lisboa em 1872

No primeiro volume da Etnografia Portuguesa Leite de Vasconcelos faz referência às fontes de investigação etnográfica e à utilização dos “cancioneiros- colectaneos regulares de cantares do povo” (Vasconcelos, 1933: 245)

Mais adiante alude à recolha musical que tinha vindo a ser feita até então. “O serem os Portugueses povo amoroso, que canta em todos os momentos da sua vida passional, quando busca esposa, quando casa, e quando embala um filho no berço, faz que tantas colecções de cantigas se publiquem constantemente em Portugal, como temos visto.” (Vasconcelos, 1933:302) . São referidas as contribuições nestes estudos de “Adelino das Neves de Mello, autor de um livro de Músicas e canções populares, 1872: (...) o compilador inspirou-se sem dúvida no cancioneiro de Th. Braga; mas a colecção de músicas representava mais uma novidade na nossa literatura etnográfica.” (ibid., p.265), de Pedro Fernades Tomás em 1891, António Arroyo, 1913 e 1919 (ibid., p.278), Michel’ Angelo Lambertini em 1918 (ibid., p.310), Armando Leça , 1922 (ibid., p.296) o Padre Firmino A. Martins e o Tenente Afonso do Paço em 1928 (ibid., p.302) e Abílio Roseira (ibid., p.323)

No Volume 3 da Etnografia Portuguesa aludindo a um seu contemporâneo aparece o fado como expressão musical, “Nas Canções do Sul trata A. Pimentel, de modo especial, do fado cujo «foco de tradição» coloca em Lisboa” (Vasconcelos, 1941:5). Neste Volume as referências às cantigas são por demais evidentes. As Canções Populares são citadas como cantigas populares, canções vulgares, canções e cantigas (ibid., p.50-51-70-80-81-89-105-115-126-127-130-131-163-179-197-207-214-215-246-269-273-275-279-292-293-294-300-301-309-310-312-313-329-336-337-338-340-352-356-357-358-398-469-470-481-493-494-495-515-525-526-531-532-546-558-577-587-626-628-651-652-653-663-664-665-666). As Canções para Crianças (cancioneirinho) (ibid., p.603 e 604), cantigas aos Saloios (ibid., p. 454-455-457-458), cantigas alusivas à Geografia Física (ibid., p. 27-28-608-609), cantigas cantadas em Olivença quando estava sob domínio espanhol (ibid., p. 605) e o cancioneirinho Duriense (ibid., p.384 a 390) fazem parte deste universo. No que concerne aos instrumentos surgem apenas duas referências, alusivas às vindimas, que nos são apresentadas através de figuras: “Figura 92. Vindimeiro a tocar tambor” (ibid., p.374) e a “Figura 95. Assobio das vindimas do Douro” (ibid., p. 389)

No volume V da Etnografia Portuguesa encontramos nas páginas 80 e 81 as Cantigas do Berço, as Cantigas de Acalmar com o menino nos braços, as Cantigas de Embalar e as cantigas de choro.

Maria A. Zaluar Nunes, coodenadora do Cancioneiro Popular Português de Leite de Vasconcelos faz, na introdução, uma referência ao tipo de recolha do mestre “também o Cancioneiro é um documento do passado, mesmo quanto ao processo de recolha, feita segundo processos geralmente utilizados nessa época já recuada: transmissão oral ou transmissão escrita através de manuscritos oferecidos por dadores dos mais diversos locais e níveis culturais. Não teve o compilador possibilidade de utilizar meios mecânicos como a gravação da letra e da música. Em algumas canções do berço há, contudo, anotação musical.” (Vasconcelos, 1975:XII)
No Cancioneiro Popular Português encontramos poemas que ainda hoje quando referidos nos remetem imediatamente para cantigas que aprendemos na nossa infância como: Papagaio Louro (ibid., p.109), Linda Barquinha (ibid., p.109), Indo eu (ibid., p.133), As pombinhas da Catrina (ibid., p.153), Josezito (ibid., p.136), Jardim da Celeste (ibid., p.104), Triste Viuvinha (ibid., p.108), Ribeira vai cheia (ibid., p.157), O mar enrola na areia (ibid., p.21), etc. Algumas cantigas fazem parte do repertório do folclore tradicional como, por exemplo: O seu pézinho (ibid., p.108), Água leva ao regadinho (ibid., p.119) ou Ó Rosinha do meio (ibid., p. 295) Algumas outras transformadas em fados como Verde Limão (ibid., p.127), Mangerico (ibid., p.137) Olhos Negros (ibid., p.657), ou até outras que nos foram trazidas pela voz de Zeca Afonso como O meu menino é d’oiro (ibid., p.42) e o Milho Verde (ibid., p.570).
As cantigas de embalar como Ó papão vai-te embora de cima do telhado (ibid., p.44) também publicada na Etnografia Vol V também não faltam nesta colectânea.

Curiosidades:

1.A quadra “ó Elvas ó Elvas..” (Vasconcelos, 1941:525) seria aproveitada no início dos anos 70 por Paco Bandeira para a letra da música que constituiu o seu lançamento na cena músical.
2. Um dos grandes êxitos dos anos 60 da música ligeira no nosso país foi os Olhos Negros (Vasconcelos, 1975:657) que era conotado com o Ultramar português e cuja recolha de Leite de Vasconcelos foi efectuada em Alcaçovas (c. de Viana do Castelo) e Lisboa.
3. O trava línguas Era uma velha velha, bufelha, saracotelha (Vasconcelos, 1975:61) foi adaptada por Carlos Guerreiro no último álbum dos Gaiteiros de Lisboa (2002)
4. A letra de uma das canções do álbum Romances (1991) do Vitorino, intitulada Em 25 de Março foi retirada do romanceiro de J. Leite de Vasconcelos.
5 .A quadra “Minha violinha nova, com dezoito cravelhas,.....” (Vasconcelos, 1975:209) mencionada como recolhida na Beira Alta, deixa alguma perplexidade na medida em que a viola de dezoito cravelhas (3+3+3+3+2+2+2) existe apenas nos Açores a (viola de arame da Terceira). Em Portugal continental a viola com mais cordas é a viola Toeira de Coimbra (Beira Litoral) com 12 cordas (3+3+2+2+2).


Rocha Peixoto (1866 – 1909)

A alusões à música na Etnografia Portuguesa de Rocha Peixoto são muito escassas. A música parece ser apenas um meio para atingir um fim. A recolha de poesias que eram expressas através da música visavam ilustrar aspectos da cultura popular. Assim Rocha Peixoto relata através das poesias os cantares e dançares das giestas (Peixoto, s/d: 55) do S. João (ibid., p.58 e 59) e do Natal (ibid., p.68). No estudo das tatuagens são referidos os “Instrumentos de música – violas, guitarras” (ibid., p. 24) e também no estudo sobre a estatuária os instrumentos são referidos nas representações do “romeiro de chapéu braguês, cavalgando e tangendo viola (...) e o violoncelista das solenidades litúrgicas” (ibid., p. 118). “As raparigas cantam, dançam e tocam adufes” (ibid., p. 55) é a única referência a um instrumento de raiz popular.


Pinto de Carvalho (Tinop) (1858 – 1930)

Contemporâneo dos ilustres pais da etnografia portuguesa publicou em 1903 o livro Historia do Fado em que traça todo o trajecto do fado desde os finais do século XVIII ao final do século XIX.


Alberto Pimentel (1849 – 1925)

Publicou no início do Século XX dois volumes sobre a musica portuguesa. O primeiro A Triste Canção do Sul – Subsídios para a História do Fado (1904) à semelhança do livro de Pinto Carvalho descreve a historia do fado mas apresenta uma novidade, trás as partituras de seis fados: Fado Corrido (pp.86), Fado Choradinho (pp.139), Fado da Severa (pp.158), Fado do Conde de Vimioso (pp.183), Fado Serenata (pp.226) e O Último Fado (pp.228). As Alegres Canções do Norte publicado em 1905 faz o percurso pela da música popular nortenha, apresentando também dez partituras que vão ilustrando os diversos aspectos focados pelo autor: Nas Coreografias: - Caninha Verde (pp.75), Chula (pp.92), O Penafiel (pp.94) e As Marrafas (pp.99); Nas Peregrinações e Romarias: - Cântico à Virgem (letra de Alberto Pimentel) (pp.164) e Chula Minhota (pp.192); Na Noite de S. João: - O São João de Braga (pp.222); O Natal - As Janeiras (pp.255) Santos Reis (pp.265) Estrada dos Reis Magos (pp.273).


BIBLIOGRAFIA

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2 Comments:

At 28 setembro, 2005 12:21, Anonymous Anónimo said...

Grande trabalho. Os meus parabéns

 
At 30 janeiro, 2008 13:10, Blogger Igor said...

É muito difícil fazer uma pesquisa sobre a cultura portuguesa. Estou tentando conseguir letras de canções, cantigas, modas antigas protuguesas, e não há. o que existe são referências, títulos de livros, de pesquisadores, etc. Difícil...

 

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